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sexta-feira, maio 28, 2004

Grande grande Porto! 

Vestiste-te de azul
deixaste o norte encantado
vestiste-nos de orgulho ao sul
em cada passe acertado
Numa sinfonia divinal
Magia à solta no relvado
Num caminho triunfal

Para ti Porto que nos encheste de orgulho sem soberba!

quinta-feira, maio 13, 2004

União Ala(r)gada 

Já somos 25 Países na UE, um mar de gente!!!
E também já começaram as anedotas e como hoje não tenho tempo para mais aqui fica a primeira que já ouvi e achei hilariante:

Um checo vai a um oftalmologista fazer um exame. O médico mostra-lhe um cartaz com as seguintes letras:
"C Z W X N Q S T A C Z"
e pergunta-lhe:
* "Consegue ler?"
* "Ler? - responde o checo - eu até conheço o gajo!!!"

terça-feira, maio 11, 2004

"Ministros das Finanças retiram Portugal da lista de países com défice excessivo" 

Ninguém se insurge?????????? e a nossa identidade como fica??? o que nos diferencía do resto da Europa fria, desenvolvida, civilizada!!!??? Só falta a Grécia ficar outra vez atrás de nós em índices de desenvolvimento, irra nem nas coisas más conseguimos ser os melhores por suficiente tempo. Nem uma porra de um défice excessivo conseguimos manter?? Desilusão vem de Luso/Lusitano não vem?

Falling in love in Casablanca 

Tens 100% razão Lou - (www.extinto.blogspot.com/), Casablanca é uma obra prima de Michael Curtiz, é "o Clássico!!" acho que revejo o filme de 2 em 2 anos, ainda na semana passada o voltei a ver. Bogart é fantástico, Ingrid Bergman elecrizante e intemporal, linda! Há pormenores no filme que fazem dele um épico inesquecivel, a cena no bar em que os franceses começam a cantar a marselhesa, para calar os alemães, a garrafa de água de Vichy na cena final deitada para o lixo e filmada em pormenor... o reencontro de Rick e Ilsa, a música de Max Steiner e M.K. Jerome... a frase "play it again Sam"... o avião para Lisboa...

Estive em Casablanca em 2003, não fui ao Café do Rick, que ainda existe, (Para ficar no meu album de recordações, ao lado do Cheers de Sam Malone) mas senti que respirava aquele ar de paixão impossível. Deixo aqui duas letras de Cole Porter, para mim o mais genial compositor dessa época e que traduzem o meu estado de espírito quando vejo Casablanca, agora ainda mais depois de lá ter estado. Acabo sempre a cantar aos berros uma destas músicas...

1. "I concentrate on you"

"Whenever skies look gray to me,
And trouble begins to brew,
Whenever the winter winds become too strong,
I concentrate on you.
When fortune cries "Nay, nay" to me,
And people declare "You're through,"
Whenever the blues become my only songs,
I concentrate on you.

On your smile, so sweet, so tender
When at first my kiss you do decline
On the light in your eyes when you surrender
And once again our arms intertwine

And so when wise men say to me
That love's young dream never comes true,
To prove that even the wise men can be wrong,
I concentrate on you."

2. "In the still of the Night"

In the still of the night,
As I gaze from my window
At the moon in its flight
My thoughts all stray to you.

In the still of the night,
While the world is in slumber,
Oh, the times without number,
Darling, when I say to you,

"Do you love me as I love you?
Are you my life to be, my dream come true?"
Or will this dream of mine fade out of sight,
Like the moon growing
On the rim of the hill
In the chill, still of the night.

"Do you love me as I love you?
Are you my life to be, my dream come true?"
Or will this dream of mine fade out of sight,
Like the moon growing
On the rim of the hill
In the chill, still of the night"



sexta-feira, maio 07, 2004

Até os comemos carago 

Gelsenkirchen não me sai da cabeça. Também não entra, sempre que quero repetir o nome não consigo e tenho eu aulas de alemão... apelido alemão e trabalho com alemães, ninguém diria. É uma daquelas dislexías que me apoquentam de vez em quando. Anyway como tenho pouca confiança na prestação da Selecção das quinas neste Europeu, estou com muita fé no nosso Fêcêpê para nos dar uma alegria no campo desportivo e no orgulho nacional. Vou tentar ir. É seguramente a última vez que veremos Mourinho à frente da equipa numa grande ocasião internacional para brilhar. É a última vez que veremos as suas loucuras, o ar fleumático quando o Porto marca um golo, os saltos para o meio do campo no final do jogo, o abraço sentido aos jogadores. Chamem-lhe arrogante, louco, o que quiserem, mas em Gelsen... Gelsa...Gansa...errr coiso, estejamos todos com estes grandes heróis nacionais. Aliás se puder estarei lá pessoalmente!! Viva o Maniche o rematador, Derlei o ninja de olhar feliz, Deco o mágico, Costinha e os seus golos preponderantes, Ricardo Carvalho, Paulo Almeida, o Bicho, McHarthy e Baía que não serve para a selecção dizem eles... abaixo os clubismos, sou do Belenenes mas em Gelsencoiso é o meu país que estará a lutar pela glória e o azul é à mesma azul. Azul Galáctico, celestial! o branco madrileno não estará presente!!!

Itchy e Scratchy 

No outro dia na MaxMen li que um esquilo de seu nome Shaws Jird, pode ter sexo 224 vezes numa hora!!!! ou seja o jird dá uma jarda em cada 17 segundos... ok a notícia mais empolgante é o facto de ter perdido tempo a ler a MaxMen, logo seguida da exclamação "porque raio uma revista destas perde tempo a falar de esquilos" e imediatamente depois vem o esgar de espanto seguido de um "f***-se!!!!! 224 vezes?????????????". Uma coisa garanto, da próxima vez que vir um esquilo escondo a cara, faço uma vénia e retiro-me. A honra aos "grandes"...

quarta-feira, maio 05, 2004

Açorda com ela! 

Deixo aqui a receita do que para mim é o prato "nacional" alentejano, a Açorda Alentejana. Quem descobrir a semelhança entre a açorda alentejana e a manuela ferreira leite, terá direito a uma magnífica tijela "olhar feliz", imitação de qualidade da VA, com a foto da ministra gravada no fundo. O serviço completo está disponível no ebay, sendo que na terrina para peixe a imagem é de um certo Cherne...

Ingredientes da Açorda:

1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho (É aconselhável levar o alho ao dentista para que seja um profissional a sacar-lhos)
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite (Se for a do sal aconselha-se a usar 1º o sal ou se usar o azeite 1º vai ficar tudo bedunguento)
1,5 litro de água a ferver (põe-se uma garrafa de litro e meio no micro 10 minutos e tá feito)
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos

Pisam-se num almofariz o sal grosso, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo. Deita-se tudo numa terrina (a do cherne...) ou numa tigela. Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde antes se escalfaram os ovos. Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra». Introduz-se então no caldo o pão, cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina.
"Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras"

"A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra. É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite. Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro. Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau. "

Dicas:
1. Não a MFL não é um poejo nem um coentro. Neste caso não se tratam de semelhanças mas apenas infelizes coincidências...
2. Não, a MFL não deve ser pisada por um almofariz, isso faría muita porcaria.
3. Não ela não é azeiteira... asseguro-vos, é que adoro azeite.
4. Não tem nada a ver com as frases "a que se retirou o grelo" nem "pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras", não vão por aí.
5. Tem mais a ver com algo que está a bold no texto...

Destapo-me 

Despreocupo-me, descomplico-me, desentendo-me, descomprometo-me
desempato, descompacto, destôo, despretendo, descomplexifico até
Remato, projecto, atiro, dejecto, controlo agora todas as razões
Reflicto, Acordo, suborno, grito, claudico ao fim do dia
Canso-me nas contradições. Nas esperas, encostos, em cada esquina perversa que me atira aos cães.
Por entre dias e dias enterrados num qualquer provincianismo
Classicismo abjecto, tormentoso, alvar e rancoroso
Poderoso o sonho mas esqueço-me de preencher o impresso
Adormeço
Derreto, submeto, pondero, tenso, o nervo é prata e cor de madeira
Brilho, sonho, em esgares de cada violência
Nos vendavais da vida que me assolam, intempestivos, brutais, remissivos
De cada "ai", de cada nota desconvexa, perplexa e estridente
Do altar da noite inchada em cada ventre
Esquecida e enegrecida, mordo-a ainda quente
Demente
e simplifico-me, bestializo-me, alterno, regojizo, tenso outra vez, pronto, convulsivo!
Carnivoro, neuro-depressivo, conquistado, terno, alado, raso até.
Em cada hora, em cada espera, em loucas histórias da ordem que governa
Entregue ao dia a dia, ao rebuliço, negro, preso pelo tempo
Perco, ganho e ainda assim lanço-me ao abismo
Ao eufemismo.

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