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sexta-feira, abril 30, 2004

SPA - Foi a banhos... 

Recentemente mudou a Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores. Uma estrutura patriarcal comandava a SPA há anos e de forma pouco menos transparente que uma página de um livro da Cristina Caras Lindas. Os nuestros hermanos devem ter tido um problema parecido, vão ao Google e façam uma pesquisa na web com "ladrones" e vejam qual é o primeiro resultado...

Fiquei de 4 

Recebi ontem uma chamada da ACVSVERATT - Associação de cães veteranos do salvamento de vítimas de escombros resultantes de ataques terroristas e terremotos (não tentem dizer a sigla sob risco de vos saltarem da boca as papilas gustativas). Estavam fulos por não terem sido mencionados no último post, e pela forma como tratei os heróis de 4 patas, disseram que estavam capazes de me morder. Peço desculpa e quero deixar claro que admiro sobremaneira estes verdadeiros heróis caninos, apenas me referia aos heróis imaginários. Retorqui ainda que o Brownie de imaginário tem pouco, infelizmente. Querem conhecê-lo, ficaram interessados em utilizá-lo para escavações em áreas de risco. Temo que tudo isto seja um complot canino para dominar o mundo, mais uma tentativa de ser criada uma arma de destruição massiça. Se o Bush sabe estou frito.

terça-feira, abril 27, 2004

Fornicão strikes again... 

É um urso... não
É uma lontra afectada pelo acidente de Chernobyl... não
É uma versão geneticamente "tratada" de um Tiranossaurus Rex com pelos... também não
É um labrador castanho com ar aparvalhado. É.
Não há palavras para descrever a diferença considerável entre o que este cão persegue e o que toda a tentativa pateta do Homem em retratar a espécie canina como heróicos amigos, conseguiu. Os heróis caninos acabaram todos mal, a Lassie consta que deu em puta. A Milou ou o Milou continuou nessa indefinição sexual tal como Tintin e acabaram os seus dias num qualquer ermo perdido no mundo. Rintimplin entregou-se ao mundo do crime com os Dalton e cansado de fazer papel de parvo acabou por se entregar a uma vida vazia, sobrevivendo à custa de restos de carcaças de cavalo e fundos de garrafas de wisky. Rex o cão polícia atirou-se para a linha do comboio entre Insbruk e Viena depois de saber que o share da série onde entrava se limitava a dois cães pastores reformados... e cegos. Laika morreu num gulag russo. Pluto deixou de ser desenhado. O tejo, o benfica e o Bobi meteram-se no cavalo, sob pressão da humilhação das constantes piadas idiotas do tipo "oh tejo sai de cima do bobi, deixa de encavar o benfica", consta que o tejo inclusive pediu para ser capado. Ideafix, depois de ver que num inquérito realizado aos miúdos dos liceus parisienses, 57% diziam que o personagem era um rato e não um cão, teve de ser internado e vive sob o efeito de sedativos. Do Dartacão o que se ouve é a música trauteada à laia de clássico, o que explica que tenha desaparecido do mapa, isso deprime qualquer um. Dos 101 dálmatas sobram 19, foram-nos deixando aos poucos porque sofriam de sobranceria exacerbada, ao que parece achavam que tinham muita pinta. Snoopy caiu de cima da casota e processou Charlie Brown.Além disso amuou quando soube que Bart Simpson lhe ganhava aos pontos em popularidade.
Brownie não se deixa afectar por este historial negro da sua espécie e persegue o sonho do super herói canino, ainda que negro! Destrói árvores, rebenta quadros eléctricos, bate toupeiras nos 100 metros barreiras debaixo de terra, estabelece recordes consecutivos no jogo do "parte o vaso à patada", fixa marcas no mínimo mediáticas na categoria "atira o amigo do dono ao chão depois de lhe mijares na perna", sodomiza qualquer animal de quatro patas antes que este se possa pôr em duas. Brownie acredita que se consegue roer aço, pode fornicar o que bem lhe apetece. Tem um super ego, um alter ego e um dono alterado. É no mínimo um cão diferente. O patinho feio em versão Labrador, mas um patinho que caiu no caldeirão de poção mágica, saiu do dito, sacudiu as orelhas e disse antes de se aninhar no meio dos seus semelhantes mas ingénuos manos, "I´ll be back". Eu não passo de um "carrier", ele veio para destruir, por trás de um aspecto de urso de peluche com ar tonto, esconde-se o anti-Cristo canino, e eu fui o escolhido para alimentar este Armagedon. É um fardo demasiado pesado. Enfim... Fornicão will be back...

Ketchup - www.ketchupworld.com 

They say: "The Ketchupman has traveled the world far and wide to bring you the finest ketchups".

And it is full of good examples:

"People spend thousands of dollars to travel to Pakistan just to delight in this hot and spicy ketchup"
or
"If you like Jamaican jerk, you will love this tangy and spicy imported ketchup. Great on sandwiches, meat loaf, or as a base in sauces where tomato sauce is needed"

Las Ketchup tienen una visión muy particular sobre el tema y que me gusta: “TODO LO QUE SUBE DEBE BAJAR, LO IMPORTANTE ES QUE AHORA ESTAMOS ARRIBA”

Para terminar, depois de um toque picante mais próprio do Tabasco, um toque humorístico brasileiro:
Manuel e Maria casaram-se e foram para lua de mel. depois de horas de amor tórrido o casal resolve pedir comida no hotel. Manuel liga para a copa e pede dois hamburguéres. o empregado pergunta se quer ketchup, Manuel consulta a mulher, ainda tonta das "trepadas": - óh Maria, queres ketchup? - não Manuel, quero que me beijes um pouco!

segunda-feira, abril 26, 2004

Uma no Cravo... 

Ontem o 25 de Abril fez 30 anos, uma provecta idade para a revolução dos cravos. Os cravos estão já meio amarelados tal como a cara dos nossos governantes enquanto eram vaiados na parada militar na Av. da Liberdade, mas a Liberdade está viva e os acontecimentos na memória. Portas surpreendeu-me pela negativa, é sintomático que esteja de chiclet na boca enquanto se canta o hino nacional, não é falta de coerência face à sua ideia peregrina de ser cantado o hino nas escolas, formidável paralelismo com a Mocidade portuguesa, mas antes desrespeito pelo evento que seguramente lhe diria pouco. Entendi que estava a ter uma grande seca, era liberdade a mais para aquilo que está disposto a aguentar. Barroso menos fustigado que no Estádio da Luz lembrou-se quase de certeza da sua juventude maoista e relativizou as assobiadelas.

Eu ontem vivi o 25 com emoção, porque numa época de escândalos político-desportivos, de ligações perigosas, caciquismos, cenas degradantes e corrupção à esquerda e à direita, senti que deviamos manter vivo o espírito de Abril. Ouvi toda a sessão solene na AR, com todas as intervenções, revi o debate no dia 24 à noite, entre Soares e Cunhal no verão quente de 75 e quando alguem me dize que Abril morreu, rspondo sem hesitar e sem medo de conotações que não são verdadeiras, e desculpe Dr. Cunhal... olhe que não, olhe que não...

Um sintoma  

Quando te leio sofro, quando te vejo enterneço-me.
Quando te imagino entrelaço-me, em ti, em sonhos.
Se te aqueço nesses sonhos, desfaço-me
Separo-me das coisas vãs, vis, absorto em ti
Não me pertences nem sequer fazes sentido
Fico perdido...
Estarei perdido. Incauto arrependido
Ou fico-me por um cobarde enternecido.
Um opaco demasiado evidente
Entretido a enganar-se aos poucos
Em troca de um sonho estridente
Um futuro desencontrado
Incerto e duro
Vivendo um passado inacabado
Ou então encho-me de força num impulso endiabrado
Entregue ao pulsar do que sinto
Confesso e incontido, insensato
Pronto a dar cabo de tudo, a estragar-me
Pronto a sair do marasmo cálido, entumecido
Antes vislumbrar uma paixão fugaz
que perder-me em convulsões eternas.
Qualquer dia será.


Pormenorizadamente nas 7 Colinas 

Reconcilio-me com Lisboa a pouco e pouco. Sou um outsider, um filho desavindo que retorna à mãe numa versão urbana de prodigalidade. Cresci numa quinta no meio de Frades, vacas, barragens, verde, oliveiras e pastagens, estradas poeirentas onde galopei a cavalo numa égua de reputação duvidosa ou me baldei de mota, onde namorei as primeiras vezes com meninas de reputação superior à da égua que quase me arrancava o baço à dentada. Construi-me em Évora e exportei-me para Sintra, sem Frades, vacas ou cavalos mas verde, linda, mística.

Não é fácil esta adaptação à urbe confesso, o contacto urbano de vivência diária que tive antes tinha sido em Madrid, onde as pessoas estranhas se falam à entrada do elevador, um vigoroso "Hola!", uma vizinha merece um "hola guapa!" tenha a idade que tenha. Aqui evitamos cruzar os olhos, as mulheres baixam o olhar, os homens desviam-no. Parece um queixume provinciano, mas por outro lado Madrid tem o tamanho de duas Lisboas pelo que mo permito...

Reconcilio-me com Lisboa porque cheguei a uma fase da minha vida em que estava zangado com demasiadas coisas e pessoas e até comigo mesmo. É uma prova de coragem, tinha sido mais fácil emigrar, mas nada melhor que começar pela Cidade onde nasci e em que não me revejo totalmente, talvez por eu tal como ela ser uma mezcla de culturas mas não propriamente as mesmas... Aliás cidades demasiado heterogéneas confundem-me, podem ser vibrantes pela confluência de culturas diferentes mas que se souberam entrusar e criar uma Meca sexy e apetecível, ou ser nada mais que ermos irreconciliáveis. Barcelona é um exemplo da primeira, Nápoles, Marselha e algumas cidades do norte de África, exemplos da segunda. Lisboa andará algures no meio, criou demasiados guetos nas suas redondezas para que a classifique como Barcelona.

A adaptação a Lisboa é tranquila porque faseada. Telheiras não é Lisboa por grande grau de sofisticação que tenha, não sobreviveria nesta altura num T4 ricamente mobilado e com música no elevador. As avenidas novas onde nasci são zona proibída por razões que não interessa desmistificar... Aliás a maternidade onde nasci é hoje um asilo, só isso basta para me dar um arrepio na espinha. Fico pela Lisboa do início do Século, a Lisboa genuina quando se quer fazer uma ideia do que é esta cidade. Fujo dos rótulos, hoje em dia chamam-nos doidos por viver no Centro, por gostar do Chiado ou não conseguir arrumar o carro na Lapa. Acho óptimo, aliás prescindo do carro, 12 anos de IC19 fazem qualquer um querer voltar à idade média quanto a transportes. Na minha Lisboa subo e desco colinas num exercicio matinal ou simplesmente apanho languidamente o 28 que faz um dos percursos mais bonitos que alguma vez vi numa cidade e que me leva a pensar se na Carris não trabalhou um engenheiro com alma de artista que com uns traços de génio desenhou um caminho pelo melhor da Cidade.

Um alfacinha desavindo acaba sempre por retornar à sua casa, é esta a magia que esta cidade ainda consegue emanar. O Tejo tem uma beleza asfixiante quando visto pelas transversais à rua da Lapa, do Alto de Santa Catarina ou desde o alto do restelo. A Mouraria, o Castelo, a Madragoa e tantas outras zonas merecem ser vividas em cada rua, em cada cheiro, em cada recanto por onde trepam gatos furtivos. Esta é a minha Lisboa, linda e antiga sem ser decrépita. Respeito e gosto da outra Lisboa, moderna, pungente, com menos identidade é certo mas com a mesma luz, única do Mundo, apesar do epípeto roubado por Paris. Enfim cá estou para viver-te quem sabe durante muitos anos.

terça-feira, abril 20, 2004

Chiça... 

Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
If I made you feel second-best,
Girl, I'm sorry I was lying
You were always on my mind,
You were always on my mind

And maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
Little things I should have said and done,
I just never took the time
You were always on my mind,
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied
I'll keep you satisified

Little things I should have said and done,
I just never took the time
You were always on my mind,
You were always on my mind.

E agora a versão Marco Paulo...

Talvez eu não tenha amado você
Tanto quanto eu poderia
Talvez eu não tenha tratado você
Tão bem quanto eu deveria
Se eu a fiz sentir-se em segundo plano
Menina, desculpe, eu estava mentindo
Você sempre esteve no meu pensamento
Você sempre esteve no meu pensamento

E talvez eu não tenha abraçado você
Em todos aqueles solitários momentos
Acho que eu nunca lhe disse
Que sou tão feliz porque você é minha
Eu devia ter feito e dito pequenas coisas
Simplesmente nunca aproveitei o tempo
Você sempre esteve no meu pensamento
Você sempre esteve no meu pensamento

Diga-me, diga-me que seu doce amor não morreu
Dê-me, dê-me só mais uma chance
Para agradar você
Eu agradarei você

Eu devia ter feito e dito pequenas coisas
Simplesmente nunca aproveitei o tempo
Você sempre esteve no meu pensamento
Você sempre esteve no meu pensamento




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