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terça-feira, março 30, 2004

Borrou-se 

No outro dia vi na TV numa das visitas do nosso Primeiro, daquelas que faz de vez em quando pelo país, a população de uma Vila oferecer-lhe um exemplar magnífico do gado barrosão, uma vaca barrosã. Dessa região conhecida pela esplêndida carne barrosã. Ofereceram uma vaca barrosã ao Durão Barroso. Uma barrosã ao Barroso. Acho que já fui suficientemente claro. O homem não aceitou! Disse que preferia que o animal fosse repartido pela população local, que o dito bovino não cabia no apartamento dele em Lisboa nem em São Bento. Ora bem, isto parece-me grave. Primeiro porque me parece de sentido comum, que devemos receber em casa os amigos e a familia, e a esta última nunca se deve negar guarida e depois porque esta recusa foi feita em frente às câmaras, em directo para todo o país e para terminar porque uma coisa é não gramarmos uma prima porque é feia e cornuda, outra é propormos que seja comida pela população de uma vila inteira. Francamente!

quinta-feira, março 25, 2004

Ninguem merece 

Vamos ter o Euro 2004, Rock in Rio, Super Rock Super Bock, outros supers e rockes. Eu pergunto... há massa para isto tudo? e pachorra? Não podia ser uma coisa em cada ano, um evento por época? e se o Porto ganhar a Liga dos campeões? vamos ter de festejar tudo ao mesmo tempo? e se Portugal ganhar o Euro? e se os Delfins forem a grande revelação do Rock In Rio? Ok ainda é menos provável que a conquista do Euro mas ainda ninguém se apercebeu que de repente o ego nacional pode ir ao rubro?? não vêem a gravidade da situação? Não estamos habituados a isso! e o raio da tradição como fica? o "estou assim assim", o "já tive dias melhores", o fado, a saudade, a tristeza, a penúria, como ficam estes valores nacionais? Estou tremendamente preocupado! E se a Manuela Ferreira Leite ganha o Elite model look ou como raio se chama? Acho que estamos perante uma situação que exige medidas urgentes por parte do Governo e de cada um de nós em particular. É tremendo, só falta começar-se a criar emprego para a situação piorar, ou baixarem os impostos, irra já ninguém respeita a portugalidade. Parece que somos todos holandeses. Chiça.

segunda-feira, março 22, 2004

A cólera da felicidade 

Quando menos se espera aparece, mas aparece de verdade, não tem medo, entrega-se, vive e vibra. É assim que nos cega, que trepa por nós acima, que nos enche de luz e calor que nos faz admirá-la. É por isso que não gosto de fotografias, são inertes, fixam um momento mas o realismo é para mim a mais fraca das artes, e também por isso que adoro quadros, porque aí pintamos com a alma, e quanto mais fascinante é melhor é o quadro, como o melhor dos livros. Acho que é por isso que quando não estou feliz me calo, porque sou um retrato, uma caricatura de mim mesmo. Talvez seja também essa a razão porque todos os outros que cantam, pulam, amam, sentem, vibram são caricaturas mas dum mundo cruel, que se afasta cada vez mais do que está ao meu alcance nesses momentos. É fúria, às vezes óbvia outras mais! Nunca é subtil, nem quando é mentira, um disfarce. Eu sei ver quando é disfarce, não brilham os olhos, não irradiam nada, fica uma incrível sensação de beleza mas que não passa disso. A pior sensação do mundo é ver em ti um retrato. Uma pérfida imitação do que eu vivo. Não consigo entender. Pergunto porquê e aquilo que em mim sei explicar em ti parece pérfido e terrivel. O que assusta em ti é essa vontade de que em cada momento tudo vibre e pareça um quadro, que transborda de luz, de amor, música, de sensualidade, da mais pura cólera da felicidade. E no entanto penso que ao teu lado um segundo dessa cólera pode valer uma vida inteira.

quinta-feira, março 18, 2004

Em defesa da virilidade do Brownie 

Acho que a honra do Brownie que foi posta de quatro no blog sopa de letras (sopadeletras.blogspot.com/), deve ser reinstaurada, já que a do Nata já não pode sê-lo, diria que a mesma azedou...

Respondendo à autora afirmo que:
1. O dono não acabou o dia de gatas, que isso seria perigoso com o Brownie por perto.
2. O dono não ficou envergonhado, não tem culpa que um cão se chame "nata" que convenhamos é altamente efeminado e aquela corzinha alva também não ajudava nada.

Em defesa do Brownie afirmo:
1. Os cães vêem mal!
2. As cadelas têm mamocas muito pequenas e como tal mal se distinguem dos cães.
3. O Nata parecia uma miúda e gira, era tipo o vocalista dos "Europe" e debaixo do pelo nem se notava se era "um" ou "uma".
4. Tal como a autora do post disse "um dos cães tem nome de gaja".


Ora bem posto isto tenho a dizer o seguinte, a coisa terá acontecido assim e para que os leitores sejam correctamente informados:
Brownie: "Olá miúda tás boa?"
Nata (com voz aflautada): "não sou miúda, seu mau, sou um menino"
Brownie: "Sim sim e eu sou o rato mickey, ouve lá és de que cor? é que nós como somos daltónicos..."
Nata: "branquinho, fofo"
Brownie: "isso é cor de gaja, tás a querer enganar-me"
Nata: "Ai, stupidoo"
Brownie: "E chamas-te como?"
Nata (com arzinho amaricado): Nata! Natinhas para os amigos... principalmente pastores alemães, Pit Bulls e buldogs.
Brownie: "Nata? uiii eu sou o Brownie, sabes que chantilly em espanhol se diz nata montada?, anda cá filha que eu já te conto uma história"
(Esta parte agora é hardcore, as pessoas e cães mais susceptíveis não a devem ler)
Brownie: "Vá filha vira para cá a marmeca"
Nata (fugindo para debaixo da mesa do almoço): "Ai não, seu porco, olha que parto tudo tudo tudo, atiro a feijoada ao chão e tudo"
Brownie agarrando-o e saltando-lhe para a espinha (foi omitida a expressão "osso" para não espicaçar ainda mais o espírito canino dos leitores): "Eu dou-te a feijoada, anda cá sua malucaaa, anda cá minha linda."
Passadas 4 horas:
Brownie: "ah eras um cão não eras, ou imitas bem uma cadela ou disfarças mal, foi tão bom para ti como para mim?"

Reposta a verdade, apenas sugiro ao dono do Brownie que lhe faça uns desenhos...


Na Maia 

A abelha Maia acho que era uma gaja porreira, tinha era um amigo irritante, um zangão asexuado, o willy acho, daí talvez aquelas histórias menos próprias com o calimero. A Maia que deita as cartas e que também é abelhuda não tanto. Parece que lê a sina mas a mim nada me ensina e ao que consta também tem um calimero na vida dela. A cultura Maia essa fascina-me. No entanto não escrevo acerca do insecto, nem da abelha... nem desse povo índio formidável. Escrevo sobre a Cidade da Maia. A Amadora do Porto como se me ocorre chamar-lhe, ms com uma diferênça de peso, a Amadora não está bem desenhada, estrtuturada, os edificios são geralmente feios, a Maia é uma cidade dormitório de características europeias, tem classe, pinta, podia ser Pozuelo em Madrid, tem até mais classe talvez. Para quem de direito, porque não olham mais para o que se faz no Norte? No próprio Porto cuida-se qualquer espaço público de uma forma que não vejo em Lisboa, mais parece Madrid ou Paris, é hoje em dia uma cidade até mais limpa que Barcelona, qualquer canto disponível está ajardinado e com flores. Biba o Nuorte carago! Acho que o que temos em Lisboa já não é um síndrome de velho do restelo, é um complexo de moribundo da pixeleira... até o velhote degenerou... mas escava-se um túnel que mais parece o da Mancha e isso já dá direito a concorrêr às presidenciais. É o que dá ter um presidente toupeira! Aqui até o Metro é de superfície, faz-se tudo às claras!! assim é que é! E agora vou comer uns rojões desculpem qualquer coisinha.

segunda-feira, março 15, 2004


quarta-feira, março 03, 2004

Do fim, para um fim 

Peripécias, várias, vagas, grandes, eloquentes
sentimentos árduos, frios, mundanos e prudentes
imensos adjectivos para te tentar preencher
Num qualquer lugar de onde não podes sair
De uma qualquer mumificação que te não deixa sentir
Olhares adversos, cortantes, perversos, irritantes
Sulcos num imenso mar gelado, dilacerado, vagas cortantes
Palavras vãs que não preenchem o vazio
Numa solidão atróz que te consome em cada canto
Nesse olhar cativo que me queimou nem sei já quanto
Flor, outrora cardo, sempre perfume de um dia
Carne, sol, intensa a dor da minha maresia
De um qualquer caminho feito da tentação
Solução para todos os poros inflamados
Do mar moribundo dos amores afogados
Do chão esventrado pelos amores enterrados
Do fim, desse único fim.

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