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quarta-feira, janeiro 21, 2004

Eduardo Chillida  

Em Barcelona vi no Centro Juan Miró uma excelente exposição de Eduardo Chillida, "grave escultor basco" como já o vi ser chamado. Foi curiouso porque fui ver a exposição com uma amiga que fez o contraponto entre as pessoas frias, opacas, desprovidas de emoções e as pessoas quentes e emotivas, relacionando as primeiras com as esculturas de ângulos rectos, e as segundas com aquelas em que Chillida parece ter querido simular abraços, contacto fiísico, "meiguice" e sinceramente enjoei um pouco com esta segunda parte da dicotomia da obra do escultor, como se tivesse comido um enorme toblerone. Qiuando pensei que tudo aquilo não era mais do que um devaneio meio tonto dessa minha amiga reparo na parede em alguns ensaios do escultor, passados a tela e que mais não eram que mãos gordas, entrelaçadas, com aspecto suado. A minha homofobia veio ao rubro. Vivam as curvas apertadas e longas tambem mas preciso de esquinas, cantos pontiagudos, racionalidade.

Cradle 

Caraças a falta de acentos dos teclados espanhóis não justifica tanto erro no último post mas enfim...
Por teclados, e agora que já estou em Lisboa, há uma panóplia de instrumentos vulgarmente aglomerados no conceito de hardware que sem dúvida me intriga e que merece todo o meu respeito e admiração e como tal um pequeno tributo. São mais úteis que a colher de sopa. Falo dos periféricos tipo Rato (mouse), entre outros, dos quais destaco o não menos avassalador cradle! Para quem tem um PDA ou um telemóvel multifuncional com agenda-calculadora-MMS-câmera-jogos-toques polifónicos-saca rolhas-gilette, esta mensagem pode parecer mais esclarecedora mas mesmo para os analf... digo incautos utilizadores de não mais do que um Nokia 3310 de 1995, e que pensam que um PDA é um Pedófilo Amaricado, esclareço: Um cradle é um objecto que permite integrar um dos ditos aparelhómetros que descrevi com um PC e passar toda a informação do dito PC para o referido aparelhómetro. O cradle é um espanto! chega-se de manhã ao escritório e insere-se a informação do PDA no PC e do PC no PDA e tudo sem apanhar doenças venéreas. Ok vão-me dizer que "ele há" os infra vermelhos ou o blue tooth. Eu respondo... usem o cradle, não existe perda de informação resultado de interferências. Quase todos usamos o outlook, pois com o cradle cada manhã o seu PDA ou telelé rejuvenesce de informação e importa todos os mails recebidos e enviados. Se o conceito de cradle fosse importado para todas as situações realmente importantes da nossa vida, imaginem só o manancial de informação que poderiamos partilhar! No fundo um bom professor é ele mesmo um cradle é certo, ou alguêm com muita experiência de vida, acredito que seja este realmente o segredo para a partilha de informação sem ruídos, um Cradle! Ponha um cradle na sua vida!

sábado, janeiro 17, 2004

Alma de catalao 

Estou em Barcelona, longe de casa e dos teclados com "Til", esta terra é fascinannte, entusiasma até o mais sereno dos mortais. Nao me canso de cá vir, é a namorada abstracta, que se entrega, é uma lufada de ar fresco sempre que a vejo. Rejuvenesco. Vivi em Madrid e vejo-a como a mulher responsável, faladora mas algo conformista, Barcelona é a traiçao que nao podemos conter, é inebriante, desperta-nos o espírito, impressiona. Podia ficar aqui, voltar e tornar. Lisboa é uma Barcelona pequena, sem a riqueza cultural mediterranica, mas linda e com uma luz imensa, só que o Atlantico assusta e este grande lago que vejo aqui inspira-me, é mais pequeno, parece que facilmente vejo os seus limítes, os meus limítes. Em Lisboa falta um Dali, um Gaudi, um imigrante como Picasso. Tem um Cesário, um Bocage emprestado por Setúbal, um fabuloso Pessoa é certo mas parece que se esgota nas letras e na luz. Fico indeciso, mas pela pinta fico por aqui.

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Dream on... 

é ela...
em terra alheia
um sol imenso
em coisa certa
um amor intenso
ela é qualquer coisa assim
um pouco de tudo
um nada de nada
um tanto inerte?
nunca!
talvez meio fechada...
ah...
é como uma chapada
um sonho que me absorve
um olhar que me fascina
ela ilumina
enternece, escurece pelos olhos
ela irradia
é terna, é loura, mentira é morena
é na boca um tanto obscena
é fascinante, serena
qual quê é louca
é a dor de um beijo na boca
é um corpo doido,
escraviza, eterniza, amanhece comigo
é tudo e qualquer coisa assim
é o que eu digo e...
faz pouco de mim
é proibida!
ela é a emoção da música
a cor do poema
um qualquer teorema
e eu sou a mente perdida
ela brilha em tons de prata
conhece-me, aponta e mata
queima quando toca
tenho raiva
não a tenho
ela é louca!
é derradeira por ser a última
que estupidez é a primeira
é mentira verdadeira
é intensa, é imensa, é colorida
sente e vê-se que sente-se querida
ela é...
um sol intenso
um amor imenso
a coisa certa
em terra...
não... em sonho
porque é proibida.

Insistência 

Não insisto na companhia porque a vida já me foi dura dizia o Represas numa música. Eu insisto mas não sei quando, a vida insiste connosco certo? não espera, então um dia cada um de nós acorda da letargia própria de momentos de indefinição pessoal, todos os temos, maldito o que os não tiver (quanto mais não seja por dor de cotovelo minha) e lançamo-nos à aventura. Por cada dia que passa aparece-me um cabelo branco, uma embirração nova, uma maior falta de paciência, conclusão estou a ficar um verdadeiro trintão. Há quem diga que o sou desde os 17 anos mas que disfarçava por ter cara d eputo, agora já nem isso. Enfim, quando acordar avisem-me.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Es mejor pedir perdón que pedir permiso 

No lo olvidemos, si pedimos permiso lo más probable es que no nos dejen. Así que mejor no pedirlo, actuar y luego pedir perdón si alguien se molesta.
Está claro, si pedimos permiso nos dirán que no, no ya porque realmente no se pueda, no se deba o sea difícil hacer lo que se pide, sino por miedo a lo desconocido, por pereza a trabajar o a esforzarse, por envidia por la incapacidad de hacerlo, por desconocimiento del tema y la falta de ganas de ponerse a ello, por bla, bla, bla... por parte, siempre, de los que están en posiciones superiores a la nuestra. Así que, hazlo, no preguntes, y luego que vengan a quejarse. Si sale bien, se pegarán por ti y por ponerse la medalla. Si sale mal, todos mirarán a otro lado para que no les asocien al fracaso, con lo que, cómo mucho, te llevarás un pequeño pescozón.

terça-feira, janeiro 06, 2004

Compartimento 

Pergunto-me se somos todos tão compartimentados que não nos possamos entender como um todo. Acho que cada um de nós se sabe caracterizar a si mesmo, ou pelo menos acha que sabe, no entanto tendemos a "auto inflingirnos" uma série de adjectivos, muitos deles sinónimos, que mais não são do que a prova de que somos feitos e nos vemos a nós próprios como uma série de compartimentos estanques. Estanques na essência, porque me confunde que por usarmos um adjectivo como "expansivo" ou "carinhoso" ou ainda "reservado", possamos definir uma pessoa em toda a sua amplitude... é impossível! nunca somos 100% reservados, somos meramente algo inibidos ou extremamente "expansivos" sem o ser totalmente... enfim... é esta estanquicidade dos ditos compartimentos que nos compõem que me leva a concluir que somos todos extremamente facciosos e pouco objectivos, ainda que esta falta de objectividade pareça um contracenso. É um exercicio que me proponho fazer, ser menos... compartimentador se é que a palavra existe. Talvez quando me vir como algo não tão bem definido, como algo nebuloso, sem a parte depreciativa do termo, talvez nesse momento, entenda a vida de uma forma totalmente diferente e encare o futuro como algo que não dependerá de se dei antes o passo correcto, mas que será fruto das circunstâncias, do saber aceitar em cada momento o que a vida tem para nos oferecer, o manancial de sensações que ao sermos atávicos perdemos. Vou tentar.

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