<$BlogRSDUrl$>

terça-feira, julho 29, 2003

hope i could 

BAUDELAIRE
"É preciso estar sempre embriagado. Para não sentirem o fardo incrível do tempo, que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia, ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se." convenhamos que com a virtude é mais difícil...

Hope so 

Sonho com as ondas estaladiças, os ventos quebradiços, as meninas roliças
como o pranto e o grito em vão de espanto frio
sonho pelas árvores e santos, pelos olhos pelos cantos
pelas névoas de outrora, no relógio da demora
sonho com as peças desta vida, a viagem já perdida, o desprezo pouco subtil
com conversas sãs e sitiadas, nas vertigens namoradas
sonho com o tempo com as casas, os problemas comedidos
lá nas desventuras irrequietas, as paisagens predilectas
sonho em ti perdido na vertigem pouco virgem
corro pelas tardes da ilusão em fim de sono

Hope not 

O Bob Hope morreu, disse em tempos que a morte era uma terrivel ameaça à carreira de um actor. Bob, tenho esperança (hope) em que no teu caso isso não se confirme.

segunda-feira, julho 28, 2003

Portugal Portugal 

do que é que estás à espera, tens um pé numa galera, outro no fundo do mar
Grande Palma!

sábado, julho 26, 2003

Um tributo 

Acho curiouso como a infância e adolescência nos influenciam para a vida. Se por um lado vejo essas épocas como recordações cada vez mais distantes, por outro também é verdade que todas as vivências, opções, experiências desses tempos, me perseguem em cada decisão actual e de implicações futuras e francamente sinto-me feliz por isso. Reparto os melhores momentos da minha juventude entre o Alentejo, os Açores e Sintra e tenho cada vez mais a noção de que não foram sí­tios escolhidos ao acaso. O meu património é tão só o manancial de informação que pude sorver em cada um desses paraísos. Acho que estas são as coisas que realmente ficam connosco até ao último sopro.

quarta-feira, julho 23, 2003

It had to be you 

Soube sempre que eras tu
Na névoa dos dias vazios
Como na imensidão dos estios
Vi em ti seguramente mil panteras
Ou quis-te um dia em loucas primaveras
Os olhos cheios, as delicias
Por entre os cantos as tuas caricias
Soube sempre que eras tu
Nas horas quentes, no teu corpo alado
Num passo dócil outrora encantado
Quando não estás, perdida em labirintos
Num copo infame eu bebo mil absintos
Derrete-se a imagem, passa a ser fugaz...
E passo a solidão sem saber se chamarás
Se o teu olhar não nos entrelaçasse
Fugia a vida se me não alcançasse
It had to be you
Nana nana na

Cabala contamina pasta dos Favoritos  

Reparei que quando tentamos adicionar o parlamento aos favoritos, ele guarda-o sob o substantivo feminino: Competência. Mais uma vez, tudo indica, que os profissionais da web, passam demasiado tempo enfiados em cavernas!

terça-feira, julho 22, 2003

Crime e Castigo 

Aqui está um livro que ninguém lê em Portugal. Segundo sondangens, a malta não grama ficção.

segunda-feira, julho 21, 2003

Segunda Pela Manhã 

Sexta pela manhã soa muito melhor e é tão bom pela manhã
Hoje às 6:15 estava a pé mas senti-me mal com isso. É inusitado pensar que acordar cedo é saudável. A máxima de "Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer" é ridícula, ou as pessoas dos subúrbios das grandes cidades seriam todas enormes. Basicamente na IC19 existiria uma raça de gigantes a exalar saúde pelo que proponho um abaixo assinado contra o alargamento da IC19 caso isso seja verdade, por forma a aumentar a altura média dos portugueses. Um amigo meu costuma dizer quando alguém lhe diz que já estava acordado às 7 da manhã "às 7?? mas eles já põem as ruas a essas horas?", o que sempre achei um magnífico comentário. Existirão virtudes em acordar cedo se: a) estiver à nossa espera um magnífico pequeno almoço e uma miúda escultural em lingerie; b) Estivermos de partida para férias com uma miúda escultural em lingerie, c) Formos à praia a um sítio longe de casa com uma miúda escultural em lingerie; d) Formos fazer jogging com uma miúda escultural em lingerie, mas a combinação reunião com o chefe e uma miúda escultural em lingerie já não me convence por aí além. Hoje cheguei cedo ao escritório e para mal dos meus pecados não estava nenhuma miúda escultural em lingerie, basicamente não estava ninguém, mas antes assim ou acho que ia demonstrar a minha raiva para com quem estivesse por não se lembrar de trazer a miúda escultural em lingerie. Como opção resolvi pôr um CD de Rachmaninov interpretado por Vladimir Ashkenazy que por ter nome de anti depressivo confere à música um peso duplamente calmante. Adivinha-se um dia difícil Vladimir por isso esmera-te...

sexta-feira, julho 18, 2003

Pedaços de Aquiles 

Às 17:10... a silly afternoon
Lembram-se concerteza da velha máxima do "Calcanhar de Aquiles". A história é mais ou menos esta: A mãe de Aquiles (Dona Aquilina), num acesso de mau feitio, pelo facto do filho não ter ainda encontrado a cara metade e não lhe dar netos, empurrou-o para o Rio. Na verdade fê-lo para que as águas do mesmo, quiçá ricas em uranio, o protegessem e o tornassem imune a qualquer ataque ou perigo. Imagine-se esta história no Rio Trancão... Não se sabe porquê, mas o rapaz ficou com o calcanhar de fora (antevejo algum gesto efeminado típico da antiguidade clássica). Ora isto provocou que essa parte do corpo não ficasse protegida, o que teve como consequência imediata a morte do artista dado que o pobre rapaz foi, uns dias mais tarde, trespassado por uma seta nesse mesmo calcanhar. 3 ideias fundamentais a retirar - 1. Por não ter criado anticorpos por causa daquela água esterilizada e esterilizante, Aquiles quinou por uma vulgar picada num calcanhar e confessemos teve azar e convenhamos era fraco. 2. Estupidifico com o facto de nenhuma marca de protectores solares ter ainda usado esta figura para uma mega campanha publicitária com algo do género "pela boca morre o peixe, pelo calcanhar morre o incauto banhista", mas somos constantemente inundados com estúpidas analogias ao maldito calcanhar do infortunado rapaz. O cancro da pele agradece. 3. São histórias como esta que me levam a ter dificuldade em dar alguma seriedade à antiguidade cl¡ssica. Têm dúvidas? Vejam o filme do Hércules ou os diálogos de Sócrates com o escravo.

Play it again Sam 

Hoje às 12:30 a revolta dos bastardos
Ouvi na rádio que 2/3 das execuções de menores que anualmente "acontecem" em todo o mundo, são perpretadas na Terra do tio Sam, esse tio prepotente e sanguinário quando quer. Por muito que o assunto da pena capital (curioso silogismo) tenha sido já suficientemente debatido e que não queira sequer fazer alguma alusão ao Tio Bush, esse expoente da nova teoria económica segundo a qual quanto mais gastares mais amealhas (Manuela vai fazer um estágio aos EUA, sê corajosa) não deixa de me surpreender que na terra de Hemingway e Fitzgerald possam existir semelhantes barbaridades. Não basta mostrar-me surpreendido e que saiam relatórios da Amnistia Internacional para nos sensibilizar a todos. Proponho uma colonização biunivoca, um movimento transversal às civilizações, os EUA passam a exportar o que de melhor têm e que está muito para além dos "hamburguios" e da cultura de suburbios e a Europa retribui com um certo "savoir faire", uma sensibilidade e uma nobreza de costumes que é herança do nosso percurso histórico. O perfume da revolução francesa já não encontra eco na fantástica Sociedade Americana. Quanto aos 80 menores que se encontram no corredor da morte, são todos bastardos, sobrinhos do Tio Sam, que fornicou primeiro, cobrou depois.

quinta-feira, julho 17, 2003

Mata a solidão 

Hoje às 18:30 a revolta suave
A alegria da vida està directamente relacionada com a dimensão da nossa capacidade de sonhar. Vejo muitas pessoas que se perdem no deturpado sentido que a vida tomou nos últimos anos. Foi um trabalho de uma única geração. Sinto que a geração que tem hoje 60 anos fez muito mais que uma revolução de mentalidades, ganhou o seu lugar na história da felicidade universal. Rompeu com tradições sem as perder, despertou paixões sem deixar de as viver. A que tem hoje 30 anos é diferente, menos versátil e abnegada. Perdemo-nos no espaço das ideias sem as concretizar, porque a mobilidade geral (ou falta dela) não apela à  sua posta em prática. Se por outro lado quisermos abraçar a futilidade das tardes vazias, a colmeia das invejas, os sonhos esquecidos, temos um menu inesgotável por onde escolher. Não faças isso e deixa-te viver.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?